
Em
Nova York, a presidenta Dilma
discursa na abertura da Reunião de
Alto
Nível sobre Doenças Crônicas
Não-Transmissíveis na Sede da Organização
das Nações Unidas (ONU). Foto: Roberto
Stuckert Filho/PR
Em sua participação na Reunião de Alto Nível sobre Doenças Crônicas
Não-Transmissíveis nesta segunda-feira (19/9), em Nova York, a
presidenta Dilma Rousseff defendeu que é fundamental aliar programas de
saúde pública a políticas de promoção e inclusão social. A presidenta
ressaltou a grande incidência de doenças crônicas em populações mais
pobres e citou o programa brasileiro Saúde Não tem Preço – que distribui
gratuitamente medicamentos para diabetes e hipertensão – como modelo de
política de promoção da saúde e inclusão social.
“O Brasil defende o acesso aos medicamentos como parte do direito humano
à saúde. Sabemos que é elemento estratégico para a inclusão social,
para a busca de equidade e para o fortalecimento dos sistemas públicos
de saúde.”
Em seu discurso, a presidenta defendeu o acordo TRIPs (Trade-Related
Aspects of Intellectual Property Rights) da Organização Mundial do
Comércio (OMC), que introduziu mudanças nas normas internacionais dos
direitos de propriedade intelectual. Por iniciativa dos países em
desenvolvimento, as questões referentes à saúde inseridas no Acordo
redundaram na adoção, em 2001, da Declaração de Doha Sobre o Acordo de
TRIPs e Saúde Pública, apontando novas possibilidades de atuação dos
países membros da OMC, principalmente no que diz respeito ao acesso a
medicamentos.
Dilma Rousseff abordou, ainda, a Conferência Mundial sobre os
Determinantes Sociais da Saúde, que será realizada nos dias 19 e 21 de
outubro de 2011, no Rio de Janeiro, resultado de parceria entre o
governo brasileiro e a Organização Mundial da Saúde (OMS). “Convido a
todos os presentes para comparecer a essa Conferência”, finalizou.
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